Falhando pela segunda vez: Meu português ruim
Por volta dos trezes ou quatorze anos tive meu primeiro contato com o mundo sombrio de Anne Rice (o filme “Entrevista com o vampiro” ainda hoje tem lugar em meu coração), fiquei encantado de tal forma que não demorou muito para que eu conseguisse um exemplar da obra que serviu de inspiração para o filme. A leitura foi um choque ainda maior, certamente não era o tipo de trabalho que eu estava acostumado. Mesmo sem entender a profundidade de várias daquelas cenas pesadas descritas no livro, eu continuava hipnotizado pelo conceito de mundo das trevas habitadas por amaldiçoados imortais (sim, eu me vestia de preto quase sempre, rsrs). E foi justamente embriagado com os tons preto, branco e vermelho sangue de Anne Rice que decidi tentar escrever meu próprio conto vampiresco.
A gente não pode esquecer o contexto, então quero deixar claro que no final dos anos noventa a minha principal ferramenta para a construção de conteúdo era um caderno e uma caneta (nada de corretor). Bem raiz e muito difícil para alguém com baixas habilidades para uma escrita formal. Ironicamente não escrevo duas ou três linhas sem tentar assassinar o português. Se nos dias de hoje ainda carrego essa dificuldade imagina como era na adolescência... Eu aprendi a regra do uso do “m” com os amigos rindo dos erros bizarros do meu texto escrito a mão. Ainda me lembro da sensação, deu vontade de me enterrar em algum buraco. Com um pouco mais de maturidade eu teria usado a experiência negativa para me tornar um expert na língua portuguesa, no entanto, eu tomei o caminho mais fácil... Desisti mais uma vez da construção de conteúdo... Amordacei o meu escritor interior em algum quarto vazio e escuro, e por lá ele ficou por mais de uma década.
A língua portuguesa está entre as mais difíceis de aprender no mundo, portanto, isso não pode se tornar um obstáculo imposto a si mesmo, logo é natural que tenhamos certa dificuldade com essa matéria (Se precisar existem profissionais capazes de ressuscitar um texto cheio de erros). Uma boa dica seria você sempre tentar outras metodologias quando a escola ou o professor não for o suficiente. A própria internet está carregada de especialistas com diferentes técnicas para melhorar o seu desempenho. É muito importante um nível aceitável de escrita, não somente pelo fato de trabalhar na construção de conteúdo, mas porque como brasileiro em solo do Brasil, mais cedo ou tarde você vai precisar se expressar através de um texto... E nem sempre o corretor vai estar lá para te salvar.
E aqui deixo minha sombria homenagem a este grande clássico da literatura e do cinema.

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